Comparativo de 1989: Monza Classic SE 2.0 X Del Rey Ghia 1.8

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O Del Rey Ghia conquistava novo fôlego com o motor Autolatina AP-1800 para chegar mais perto do rival Monza Classic: qual modelo se saiu melhor nesse teste dos anos 1980? Embora situados na mesma faixa de mercado Del Rey e Monza duas portas são produtos absolutamente diferentes. Enquanto o carro da General Motors liderou o ranking de vendas no país durante muitos anos, por se tratar de um produto moderno e de tecnologia mais recente, o Del Rey vem se arrastando em sua trajetória de mercado como uma evolução do antigo Corcel. Mesmo assim, ele resiste com glórias e mantém o recorde de fidelidade à marca no mercado nacional. Nada menos do que 62% dos seus proprietários pretendem continuar com o modelo da Ford. Além disso, ele vende atualmente uma média de 2 mil unidades por mês e em conjunto com a Belina, que complementa a linha, pode chegar até o fim do ano à marca de quase 50 mil veículos vendidos, patamar nada desprezível. O conforto e o requinte da linha Del Rey fazem os 'fordistas' lembrarem-se da gostosura que era guiar um Landau. A decoração sóbria, inspirando solidez de posição na vida profissional, ar de família, é complementada por excelente sistema de ar-condicionado e pelo ultradesejável silêncio interno. Tudo isso é o Del Rey de hoje, acrescido, porém, da novidade da motorização e câmbio, introduzidos para reforçar a linha e premiar seus fiéis compradores. O Monza é melhor em aceleração e velocidade máxima e o Del Rey nas retomadas Carlos G. de Paula O Del Rey Ghia, com o motor AP-1800 e a nova caixa de câmbio de cinco velocidades, suspensão totalmente recalibrada, com amortecedores pressurizados a gás, rodas opcionais de liga leve etc., tornou-se outro automóvel. Para surpresa dos primeiros compradores, ele continua econômico para o seu porte, e mais silencioso ainda. Outros pontos positivos: moderno grafismo para o painel de instrumentos e detalhes diferenciados de estilo e de acabamento, como o console central sob o painel e materiais nobres de revestimento interno. O Del Rey/Belina 1.8 incorporou ainda o brake-light, uma terceira luz de freio instalada no vigia traseiro, e que é oferecido pela primeira vez num veículo nacional de série. Além disso, ele recebeu novos coxins para maior absorção de ruídos e vibrações, sistema de escapamento otimizado com a adição de um terceiro elemento silenciador e mantas fono-absorventes nas paredes internas do compartimento do motor e sob o assoalho. A transmissão, totalmente nova, também tem funcionamento suave, com engate fácil e preciso das marchas e lubrificação permanente, tipo life-time, que elimina a necessidade de troca de óleo. O motor AP-1800 também foi otimizado quanto ao rendimento volumétrico com aplicação de válvulas de grande diâmetro, acionadas por uma árvore de comando central e correia dentada. Possui câmaras de combustão projetadas para aumentar a turbulência da mistura ar/combustível no processo de admissão e na queima. O conceito de combustão interna permite melhor aproveitamento, rendimento térmico e queima limpa do combustível. Em termos de desempenho o Monza continua bem superior Carlos G. de Paula Já o Monza continua o mesmo. Um carro equilibrado que atende a uma faixa de compradores muito selecionada. Segundo pesquisas da própria General Motors o Classic, por exemplo, é vendido a 78% de homens casados, dos quais 43% com curso superior, e a grande maioria deles inseridos na classe A. Por isso ele é um carro completo. Já vem com tudo de fábrica, o que agrada bastante seu público-alvo, inclusive com aquela ótima regulagem da posição do volante de direção, que permite ajustes conforme o tamanho do motorista. Os dois carros são equipados com direção hidráulica muito macia e leve, o que não permite grandes aventuras em curvas de alta. Como em ambos a estabilidade é boa, uma direção um pouco mais dura permitiria uma dirigibilidade mais esportiva. Mas talvez seja querer muito de veículos projetados para o rodar suave e confortável, embora equipados, agora, com motores potentes que garantem muito mais segurança aos usuários. Versões duas portas ainda são as preferidas pelo público brasileiro Carlos G. de Paula Por falar em conforto os dois facilitam a vida dos proprietários, com comandos elétricos para tudo: regulagem dos espelhos retrovisores externos, acionamento dos vidros, travas das portas, abertura da tampa do porta-malas com comando interno (botão sob o painel), ar condicionado, relógios digitais e excelentes rádios AM/FM com toca-fitas estéreo. Os dois também dispõem de apoio central para braço no banco traseiro. Del Rey e Monza têm também freios a disco ventilados nas rodas dianteiras, e são eficientes. Ambos igualmente têm suspensão dianteira do tipo McPherson, independentes, com braços inferiores transversais, molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora, no Del Rey, e amortecedores hidráulicos telescópicos com barra estabilizadora no Monza. Quanto ao desempenho as melhores notas ficaram com o Monza. Afinal ele tem um motor 2 litros sob o capô, e só poderia levar vantagem. Sua máxima é de 173 km/h enquanto o Del Rey só chega a 160 km/h. Na aceleração de 0 a 100 km/h o Monza ganha de 12,2 segundos contra 14,5 segundos do Del Rey, ambas marcas obtidas em terceira marcha. Na traseira do Monza o logo 2.0 impõe respeito e desempenho Carlos G. de Paula Curiosamente, no entanto, o Del Rey é mais rápido nas retomadas em quinta marcha – um fator importante para a segurança: dos 40 aos 60 km/h ele gasta 8 segundos, enquanto o Monza precisa de 9,7 segundos. Dos 40 aos 80 km/h o Monza demora 19 segundos e o Del Rey chega em 17 segundos. No consumo de combustível, no caso o álcool, o Monza volta a vencer com média urbana de 7 km/l e de estrada, a 100 km/h, de 10 km/litro. Já o Del Rey, com motor 1.8, consumiu na cidade um litro de álcool a cada 6,5 quilômetros e na estrada, com as mesmas condições, 9,5 km/litro. TESTES Resultado: Monza Classic Ge vence o Del Rey Ghia FICHAS TÉCNICAS MONZA CLASSIC SE 2.0 Motor: Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, refrigerado a água, movido a álcool Diâmetro e curso: 86,0 x 86,0 mm Cilindrada: 1.988 Taxa de compressão: 12,0:1 Potência máxima: 110 cv (ABNT) a 5.600 rpm Torque máximo: 17,3 mkgf (ABNT) a 3.000 rpm Alimentação: Carburador de corpo duplo Transmissão: tração dianteira Relações de marchas: 1ª.) 3,42 2ª.) 1,95 3ª.) 1,28 4ª.) 0,89 5ª.) 0,71 ré) 3,33 Suspensão: dianteira independente, McPherson, braços inferiores transversais, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora. Traseira: Semi-independente, com eixo de torção, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos telescópicos e barra estabilizadora. Direção: hidráulica, diâmetro mínimo de giro 10,85 m para esq. e 10,60 para dir. Rodas e pneus: Aro 13 pol x tala 5,5 pol / 185/70 SR 13 Freios: a disco nas rodas dianteiras e tambor nas traseiras Peso total: 1.146 kg Distância entreeixos: 257,4 cm Comprimento total: 436,6 cm Largura total: 166,8 cm Altura total: 135,8 cm Bitola dianteira: 140,6 cm Bitola traseira: 140,6 cm Distância mínima do solo: 14,8 cm Tanque de combustível: 61 litros Porta-malas: 407 litros DEL REY GHIA 1.8 Motor: Dianteiro, transversal, 4 cilindros em linha, refrigerado a água, movido a álcool Diâmetro e curso: 81,0 x 86,4 mm Cilindrada: 1.781 Taxa de compressão: 12,3:1 Potência máxima: 93 cv (ABNT) a 5.200 rpm Torque máximo: 15,5 mkgf (ABNT) a 2.800 rpm Alimentação: Carburador de corpo duplo Transmissão: tração dianteira Relações de marchas: 1ª.) 3,45 2ª.) 2,12 3ª.) 1,29 4ª.) 0,97 5ª.) 0,80 ré) 3,17 Suspensão: dianteira independente, McPherson, braços inferiores transversais, molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora. Traseira: Independente, braços transversais, molas helicoidais, amortecedores pressurizados e barra estabilizadora. Direção: hidráulica, diâmetro mínimo de giro 11,15 m para esq. e 11,60 para dir. Rodas e pneus: Liga leve, aro 14 pol x tala 5 pol / 195/60 HR 14 Freios: a disco ventilados nas rodas dianteiras e tambor nas traseiras Peso total: 1.086 kg Distância entreeixos: 243,8 cm Comprimento total: 449,8 cm Largura total: 167,6 cm Altura total: 134,5 cm Bitola dianteira: 134,5 cm Bitola traseira: 133,3 cm Distância mínima do solo: 13 cm Tanque de combustível: 57 litros Porta-malas: 360 litros Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da Autoesporte? É só clicar aqui para acessar a revista digital.



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