Land Rover Defender está de volta e pronto para oferecer a trilha mais tecnológica da sua vida => https://autoesporte.globo.com/testes/review/2020/10/land-rover-defender-esta-de-volta-e-pronto-para-oferecer-a-trilha-mais-tecnologica-da-sua-vida.ghtml
SUV resgata os traços originais, mas sem abrir mão de diversos recursos tecnológicos que facilitam os percursos fora de estrada (e os passeios no shopping) O Land Rover tornou-se "Land Rover" graças ao Defender. Ou melhor, ao legado de Série 1, 2 e 3, uma história que começou em 1948. Porém, também é possível atribuir essa fama ao Range Rover, outro modelo cuja carreira antecede a própria marca. O Defender tomou o caminho mais difícil: abdicou da sofisticação, do luxo e do requinte. Passou quase sete décadas sem mudanças profundas, fiel às origens. Seu irmão maior fez o contrário: abraçou o refinamento, a elegância e a tecnologia. Tornaram-se desconhecidos, ainda que unidos pela nacionalidade e pelo logotipo verde. Eis que o Defender se aposenta em 2016. E agora renasce, após um hiato de quatro anos. Esse retorno traz à tona os velhos traços de um visual clássico, aquele de 1948, mas com a tecnologia de 2020 e toda a pompa que o Range Rover carregou em sua trajetória. Land Rover Defender Ulisses Cavalcante A estreia no Brasil se deu por meio do Defender 110 — que não era barato, mas não inacessível. Já o novo mudou de categoria (e de bolso). Parte de R$ 400 mil e esbarra nos R$ 500 mil quando o cliente inclui o que há de mais tecnológico no portfólio da marca. Se a grande vantagem do modelo anterior era funcionar em qualquer lugar, com reparos simples, na boa e velha lógica do "menos é mais", a novidade foi para o lado oposto. Abusa da eletrônica, com sensores para todo lado. No novo Defender, se você não fechar a porta e afivelar os cintos, o carro não deixa engatar o Drive (não há mais transmissão manual, aliás). Agora é possível atravessar a Transpantaneira sem precisar manter o pé no acelerador ou cruzar a Rodovia dos Bandeirantes sem o perigo de colidir com o carro da frente (o cruzeiro adaptativo se encarrega de frear e acelerar). Caso o motorista se distraia na pista, um alerta avisa que ele "comeu faixa". Outro recurso, um monitor de fadiga, diz até se é hora de descansar . Land Rover Defender Ulisses Cavalcante Quando aparece uma transposição alagada à frente, o assistente Wade Sensing monitora o nível da água, garantindo que o aventureiro atrás do volante seja avisado caso ela atinja a capacidade máxima (de 90 cm). Na saída do obstáculo, as pastilhas tocam nos discos, limpando o contato para não comprometer as frenagens. Em trilhas, mesmo nas mais complicadas, dá para contar com auxiliares robóticos: o carro é capaz de identificar o piso em que está e ajusta o sistema de tração, freios, suspensão e aceleração (coisa que os outros Land Rover já tinham, o Terrain Response 2). Um dos monitores informa ao motorista a inclinação da carroceria, a altitude e até mostra visualmente como está a operação do diferencial e dos componentes da tração integral. Nas manobras apertadas, seja na beirada de um desfiladeiro, seja na vaga de um shopping elegante, há câmeras por todo lado, formando uma visão de 360 graus. O equipamento até simula um "capô transparente", mostrando a imagem à frente por meio da tela no painel. Há uma câmera apontada para as rodas dianteiras, então é possível saber para onde estão direcionadas. Ergonomia, que era péssima, passou a ser um ponto forte do Defender. Interior mescla luxo com aparência rústica Ulisses Cavalcante É possível optar pela versão com sete lugares, cujos bancos são escamoteáveis Ulisses Cavalcante A carroceria abandonou o chassi de vigas. Agora é do tipo monobloco, feita de alumínio, material usado até no subchassi e nos braços de suspensão. Mesmo assim, é um carro pesadão: 2.318 kg. O carro da foto conta com acessórios vendidos à parte em um kit de quase R$ 15 mil: inclui molduras plásticas nas caixas de roda, adesivo no capô, rack no teto, bagageiro no teto e escada de acesso. Esse rack é funcional e valente. Suporta 168 kg com o carro em movimento e até 300 kg se estiver estático. As rodas são de 20 polegadas (de série). Os pneus todo-terreno (ou off-road) precisam ser selecionados no momento da compra. A tampa do porta-malas se abre lateralmente e tem trinco elétrico. No assoalho do bagageiro estão escondidos dois assentos escamoteáveis (opcionais), e chama a atenção o acabamento plástico que imita o piso de alumínio dos ônibus. É fácil de limpar e oferece proteção para a carga de objetos. Nessa área há pontos de tomada, iluminação, saída de ar exclusiva, porta-copos e até um controle manual da suspensão traseira. Para o engate de reboque, por exemplo, é possível modificar a altura do veículo, subindo ou descendo, para facilitar a conexão da carreta. No forro da porta, parafusos aparentes Ulisses Cavalcante Na cabine, o piso inteiro também não tem carpete. É emborrachado, totalmente lavável. Há uma mistura de elementos que fazem alusão à robustez, como os parafusos à mostra nas portas, misturados com couro legítimo de alta qualidade. Os assentos são elétricos, têm posição de memória, refrigeração interna e aquecimento. O motorista viaja quase na vertical, como se estivesse numa cadeira. Mas é uma baita cadeira, feita para dirigir o dia todo, sem cansar. Ergonomia é um destaque. O motor é um 2.0 turbo de quatro cilindros. Tem 300 cavalos e 40,1 kgfm. Dá conta do recado: não desaponta na estrada nem quando está carregado — off-road também não é problema. Só que cobra esse fôlego na conta do posto: fizemos 5,4 km/l na cidade e apenas 7,6 km/l em rodovia. No trânsito de São Paulo, não deu para passar de 4,9 km/l. Ou seja, você ficará famoso no posto de combustível. A menos que prefira esperar pelo Defender a diesel, previsto para chegar ao Brasil no ano que vem. Em 2021 desembarca aqui a configuração menor (o Defender 90), de apenas duas portas. Land Rover Defender Ulisses Cavalcante Land Rover Defender - Land Rover Defender Ulisses Cavalcante - Layout muito elegante, de uso simplificado. Controla funções de entretenimento e também do veículo, como câmeras em 360º de forma individual, nível de água e configurações do sistema de tração Ulisses Cavalcante O bagageiro lateral é acessório. Torna o visual mais interessante e é útil para carregar objetos molhados ou com forte odor, livrando a cabine de incômodos. Trinco e estrutura são frágeis. Ulisses Cavalcante A câmera traseira é exclusiva do retrovisor central, mas fica muito elevada, a imagem não pega carros ou motos próximos à traseira. À noite, qualidade é ruim e fica ofuscada pela luz. Ulisses Cavalcante Manutenção Mais Lidas
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