Avaliação: Volkswagen Saveiro e a arte da resiliência | Notícias Automotivas

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Por Rafael Poci Déa Talvez o atraso tenha sido causado pela pandemia, talvez a Volkswagen esteja meio perdida com a "surra" nas vendas que tem levado da eterna líder Fiat Strada. Mas não foi desta vez que a velha Saveiro estreou a aguardada nova geração, cujo lançamento deve acontecer apenas no final de 2025 ou no início de 2026 . Assim, sem ter muito o que fazer, a solução, na linha 2024, foi dar uma atualizada na picapinha derivada dos extintos Gol e Voyage – e, para ganhar um ar de novidade, lançar uma nova configuração, chamada Extreme, no lugar da Cross. Oferecida unicamente com a cabine dupla e (apenas) duas portas, a novidade parte de R$ 114.990, que é o mesmo valor cobrado pela (maior) Fiat Strada Volcano CD 1.3 16V. Embora ainda seja fabricada sobre a arcaica plataforma PQ24, a picapinha tem boa dirigibilidade, garantida pela união do bom motor 1.6 16V (EA211) de até 116 cv e 158 Nm de torque com o câmbio manual de apenas cinco marchas (que deveria ter seis). Então, mesmo sem mostrar novidades mecânicas, a Saveiro continua agradável ao volante: não tem turbina, mas há boa dose de força a partir dos baixos giros e o motor movimenta os 1.135 quilos da picape monobloco sem esforço. Vale destacar os engates da caixa manual, extremamente leves e precisos. A direção, porém, continua com assistência hidráulica, e não elétrica, o que entrega a idade do projeto: tal característica não incomoda muito em movimento, mas, nas manobras, o volante fica mais pesado do que a média. Já as suspensões utilizam o esquema com MacPherson à frente e eixo de torção atrás – menos robusto que o da Strada –, com novas molas e amortecedores que elevaram a altura em 10 mm sem mudar em nada o comportamento dinâmico, enquanto os freios a disco nas quatro rodas foram mantidos. + Volkswagen acelera para buscar Fiat e cresce 29% em vendas + 'Certidão de nascimento': Volkswagen lança certificado para veículos clássicos no Brasil; saiba detalhes A sobrevivente da base PQ24 tem acabamento razoável e um quadro de instrumentos de fácil leitura, mas o espaço atrás é bastante limitado (e faltam portas traseiras) Para disfarçar o tempo de projeto e seguir à venda, esta nova Saveiro 2024 passou por um belo "rejuvenescimento estético" . Os novos traços mostram um capô mais alto, além de grade do radiador e para-choque frontal redesenhados. Outras mudanças aparecem nas lanternas escurecidas e na tampa da caçamba de 580 litros, que agora traz uma faixa preta, remetendo a uma solução já vista na rival (e mais nova) Chevrolet Montana. Ao abrir a porta, a boa posição de dirigir é garantida pela coluna de direção ajustável em altura e profundidade, mas os ajustes do banco do motorista não são muito precisos. O acesso ao banco traseiro é comprometido pelo fato de haver apenas duas portas (as rivais Montana e Strada, mais modernas, têm quatro). E, como a Saveiro tem apenas 4,493 m de comprimento e 2,752 m de entre-eixos, quem viaja atrás fica com pouco espaço para as pernas e joelhos (um mal do qual a Montana também sofre), e os passageiros mais altos sofrem em viagens longas, também devido à limitada altura da carroceria: 1,560 m. Entre os itens de segurança de série, além dos obrigatórios airbag duplo e controle eletrônico de estabilidade (ESP), há apenas o assistente de partida em rampa e os sensores de estacionamento traseiros. Quem quiser mais precisa incluir o Pacote Tech (opcional de R$ 2.160), com assistente de controle de velocidade em descidas, retrovisor interno antiofuscante, sensores de chuva e de luminosidade e regulador de velocidade de cruzeiro – mas nada de sistemas semiautônomos. As mudanças foram positivas, porém não parecem suficientes para a Saveiro aguentar a ofensiva da concorrência até estrear sua nova geração. Divulgação Volkswagen Saveiro Extreme Preço básico  R$ 114.580 Carro avaliado  R$ 116.740 Motor:  quatro cilindros em linha 1.6, 16V, duplo comando de válvulas com variação na admissão Combustível:  flex Potência:  106 cv (g) e 116 cv a 5.750 rpm (e) Torque:  151 Nm (g) e 158 Nm a 4.000 rpm (e) Câmbio:  manual, cinco marchas Direção:  hidráulica Suspensões:  MacPherson (d) e eixo de torção (t) Freios:  discos ventilados (d) e discos sólidos (t) Tração:  dianteira Dimensões:  4,493 m (c), 1,721 m (l), 1,560 m (a) Entre-eixos:  2,752 m Pneus:  205/60 R15 Capacidade da caçamba:  580 litros Tanque: 55 litros Peso:  1.135 kg 0-100 km/h:  10,2 segundos (e) Velocidade máxima:  178 km/h (e) Consumo na cidade:  11,3 km/l (g) e 7,8 km/l (e) Consumo na estrada:  12,6 km/l (g) e 8,9 km/l (e) Emissão de CO2  113 g/km Nota do Inmetro:  C Classificação na categoria:  B (Picape Compacta) O post Avaliação: Volkswagen Saveiro e a arte da resiliência apareceu primeiro em Motor Show .

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